Chiang Sing
Nasci antes que nenhuma forma corpórea se manifestasse. Do seio das nebulosas vi brotar a criação multiforme. Pensei formas que foram depois humanizadas. Quando no início dos tempos os deuses destruíram a ponte do arco-íris por onde os Filhos dos Imortais desciam em busca das filhas dos homens, contemplei as estrelas caírem como chuva, sobre este planeta obscuro... Sou mais velha que o Tempo e mais jovem que as alvoradas. Respiro o hálito de todos os mundos e sinto-me eterna como o Grande Ser, porque dele sou a emanação suprema! Glycia Modesta de Arroxellas Galvão usava o pseudônimo de Chiang Sing, com o qual ficou conhecida na imprensa brasileira. Chiang Sing, que foi me apresentada (por acaso?) num sebo através de livros de yoga para mulheres, é jornalista brasileira e tem uma lindissima história de vida. Sobre ela, diz Guilherme de Almeida, da ABL: "Chiang Sing-alma chinesa em moldura brasileira-atravessou o tempo e o espaço para vir florescer em trópicos antípodas...